Sem dinheiro, sem festa de Natal

outubro 15, 2010

Foto: Reuters

Até a família real inglesa enfrenta dificuldades financeiras. A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, anunciou que neste ano não haverá a tradicional festa de Natal oferecida a cada dois anos aos funcionários do Palácio de Buckingham. O motivo? “Difíceis circunstâncias financeiras” que afetam o país. Cerca de 600 funcionários da realeza esperavam comparecer à festa com um acompanhante.

Em setembro, o governo britânico pediu à monarquia controle das finanças do Palácio. O documento apresentado à realeza impõe severas condições ao uso do dinheiro destinado à Rainha – 38,2 milhões de libras (cerca de R$ 101 milhões) – para custear os serviços do Palácio. Segundo o memorando, ao qual o jornal britânico The Independent teve acesso, o governo teria o direito de administrar diretamente esse dinheiro caso haja um desentendimento entre os dois lados.


A Islândia fica sem McDonald’s

outubro 27, 2009

mc

A crise vai deixar os islandeses sem BigMac. A má situação econômica do país – principalmente a desvalorização da coroa islandesa, a moeda local – forçou a empresa Lyst Ehf, operadora dos três restaurantes do McDonald’s no país, a anunciar o encerramento de suas atividades no próximo dia 1º de novembro. A maior parte dos ingredientes usados nos lanches do McDonald’s na Islândia é importada, o que deixou os custos da operação muito elevados. A empresa anunciou que pretende abrir uma rede de lanchonetes com outra marca e, por isso, não haverá demissões. O McDonald’s, por sua vez, diz que não pretende buscar um novo parceiro na Islândia diante da complexidade da operação no país. A rede de lanchonetes americana está presente na Islândia desde 1993.


A crise financeira afeta a saúde das pessoas

julho 9, 2009

triste

A atual crise econômica mundial não afeta somente o mercado financeiro e a economia dos países. Afeta também a saúde das pessoas. Segundo um estudo publicado pela revista The Lancet, a crise aumentou o estresse, os transtornos mentais, os medos, o número de suicídios e assassinatos. Para cada 1% de aumento no nível de desemprego aumenta 0,8% o número de suicídios entre menores de 65 anos nos países da União Europeia. O mesmo acontece com os assassinatos. Em contrapartida, os acidentes de trânsito diminuem 1,4%.

Quando o desemprego sobe mais de 3% na União Europeia, os suicídios dos menores de 65 anos sobem 4,5% e as mortes por uso excessivo de álcool sobem 28%

Por conta desse resultado, os autores da pesquisa – David Stuckler, da Universidade de Oxford, e Martin McKee, da Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres – recomendam a aplicação de políticas efetivas de emprego para reduzir essa tendência. Stuckel e McKee afirmam que o alto nível de desemprego é a principal causa de consequências tão ruins.


Legalizar o casamento gay pode ajudar a economia americana

junho 19, 2009

casalA legalização do casamento entre homossexuais nos Estados Unidos poderia injetar US$ 9,5 bilhões na economia americana, segundo cálculos do Williams Institute – da faculdade de Direito UCLA – publicados pela Forbes. Com base nas estatísticas dos estados americanos onde já é permitido o casamento entre gays – Massachussets, Connecticut, Maine, Vermont , Iowa e New Hampshire – o Instituto calculou que se a união homossexual fosse permitida em todo o país, metade dos casais gays se casaria em três anos. Esses casais, ainda segundo o Instituto, gastam cerca de 34% menos que os héteros na hora de se casar. Estimando-se que existam 780 mil casais homo nos Estados Unios – de acordo com o Censo – os cálculos são esses:

– O gasto médio com presentes é de US$ 113. Como um casal recebe cerca de 75 presentes, chega-se ao montante de US$ 8.475, valor que multiplicado por 406 mil casais (pouco mais da metade e supondo que os convidados sejam tão generosos como nos casamentos de heterossexuais) chega-se a um resultado de US$ 3,4 milhões

– Com a recepção e o bufê, a média de gastos é de US$ 11.863. Multiplicando esse valor por 406 mil casais – menos os 34% – chega-se a US$ 1,6 milhão

– Ainda há os gastos com lua de mel (US$ 694 milhões), fotografia e vídeo (US$ 554 milhões), joias (US$ 502 milhões) e alianças (US$ 444 milhões)

– Por último, com a música (US$ 313 milhões) e outros itens, como organizadores de casamento, cerimônias, vestidos, flores e transporte, chega-se ao total de US$ 9,5 bilhões

Que tal aprovarem logo essa lei em todo o mundo?


Ópio para sair da crise

maio 14, 2009

papoula

Um dos candidatos ao cargo de presidente do Kirguistão propõem o cultivo de ópio no país para ajudar a economia local a sair da crise. Zhenishbek Nazaraliyev é médico numa clínica de reabilitação da capital, Bishkek, e declarou à Reuters que legalizará o cultivo de ópio – produto extraído da papoula – no país caso ganhe as eleições presidenciais. Na visão dele, o ópio atrairia investimentos de indústrias farmacêuticas, que utilizam a matéria-prima para fazer analgésicos, como a morfina.


Compre um apartamento e a imobiliária paga seu divórcio

abril 22, 2009

casa

Uma oferta, no mínimo, estranha. Uma imobiliária de Huelva, na Espanha, lançou a seguinte promoção. Por 68.000 euros (quase R$ 200.000), uma pessoa compra um apartamento de três quartos e ganha os trâmites do divórcio. A gerente da imobiliária, Vanesa Contioso, diz que o número de divórcios caiu por conta da crise na Espanha, já que a separação custa muito dinheiro. “Queremos oferecer uma opção a estes casais”, disse Vanesa ao jornal 20 Minutos. Não é a primeira vez que a imobiliária Geimsa faz uma promoção para casais. Há algumas semanas, uma promoção oferecia um apartamento e as despesas do casamento pagas por 100.500 euros (quase R$ 300.000). Será mesmo uma oferta?


Crise aumenta venda de órgãos na Espanha

abril 21, 2009

vendaorgao

No desespero parece que vale qualquer coisa para ganhar dinheiro. A organização não governamental Facua denunciou à Guarda Civil espanhola que estão disponíveis na internet 31 anúncios de venda de órgãos para transplante. São ofertas de rins, pulmões e medula feitas por pessoas que dizem estar passando por uma difícil situação econômica. Os vendedores pedem entre 15.000 euros e 1 milhão de euros pelos órgãos, segundo o jornal 20 Minutos. A compra e venda de órgãos é proibida.