Negligência na montanha pode custar caro

agosto 4, 2009

montanha

Subir uma montanha ignorando os perigos que isso traz pode pesar no bolso dos espanhóis que se arriscam nas serras da Catalunha. A Generalitat de Catalunya (governo local) vai começar a cobrar, a partir de outubro, entre 300 e 70 mil euros daqueles que precisarem de resgate e cometeram uma negligência evidente. Segundo disse o secretário de Interior da Catalunha, Joan Boada, ao jornal 20 Minutos, os bombeiros vão continuar resgatando a todos que se metam em apuros, mas se ficar provado que houve imprudência dos aventureiros, multa neles. O valor será equivalente ao custo do resgate. Antes de sair por aí aplicando a punição, o governo lançou uma campanha com conselhos para quem quiser subir as montanhas. Entre as dicas, informar-se sobre as condições meteorológicas antes de começar o passeio, planejar bem a duração da atividade, consultar guias e mapas do trajeto, ir acompanhado ou deixar alguém avisado sobre o itinerário, usar equipamento adequado e respeitar as sinalizações. Quem não seguir alguma dessas diretrizes e se perder terá que pagar pelo resgate.


Compre um apartamento e a imobiliária paga seu divórcio

abril 22, 2009

casa

Uma oferta, no mínimo, estranha. Uma imobiliária de Huelva, na Espanha, lançou a seguinte promoção. Por 68.000 euros (quase R$ 200.000), uma pessoa compra um apartamento de três quartos e ganha os trâmites do divórcio. A gerente da imobiliária, Vanesa Contioso, diz que o número de divórcios caiu por conta da crise na Espanha, já que a separação custa muito dinheiro. “Queremos oferecer uma opção a estes casais”, disse Vanesa ao jornal 20 Minutos. Não é a primeira vez que a imobiliária Geimsa faz uma promoção para casais. Há algumas semanas, uma promoção oferecia um apartamento e as despesas do casamento pagas por 100.500 euros (quase R$ 300.000). Será mesmo uma oferta?


28% dos desempregados na Espanha não querem trabalhar

março 25, 2009

work

O nível de desemprego na Espanha é o mais alto desde 1996. Só que nem todos os espanhóis estão dispostos a aceitar qualquer tipo de trabalho para voltar a ter um salário. O estudo El impacto de las nuevas formas de trabajo en las estructuras familiares, elaborado por Más Familia, KPMG e Adecco, com o apoio do Ministério da Educação e Política Social, mostra que as três principais razões para que uma pessoa não exerça uma profissão são: não encontrar um emprego com um horário que permita dar atenção também à família (34%), não querer ou não precisar trabalhar (28%) e não encontrar trabalho (15%). Para os entrevistados, a solução estaria no tele-trabalho ou numa jornada menor, entre seis e oito horas por dia, segundo o jornal El Economista.


Feira reúne apartamentos em promoção

fevereiro 2, 2009

casaAs casas e apartamentos em oferta no primeiro Salão das Oportunidades Imobiliárias terão desconto mínimo de 30% sobre o preço de mercado. A realizar-se entre os dias 12 e 14 de junho em Barcelona, na Espanha, a feira é pioneira no país e acontece num momento em que a venda de imóveis caiu 40%. Para entrar no salão é preciso pagar cinco euros, segundo o jornal 20 Minutos.


O absurdo mundo dos apartamentos na Espanha

novembro 17, 2008
El Economista

Reprodução: El Economista

De novo os imóveis. Enquanto eles beirarem o absurdo, sempre serão pauta deste blog. Um levantamento realizado pelo portal imobiliário espanhol Fotocasa mostra que uma pessoa que ganha mil euros por mês na Espanha tem poucas opções para comprar uma casa. Levando em conta o preço médio de 2.646 euros por metro quadrado no país, o salário de mil euros daria para comprar um apartamento de 32 metros quadrados que custe 85.000 euros. Para um casal – se cada um dos dois ganhar mil euros por mês – será possível comprar um apê de 58 metros quadrados e 148.000 euros, segundo o El Economista. Isso se o financiamento for de 30 anos, com uma parcela mensal de 480 euros. Se o assalariado pretende morar em Barcelona ou Madri a situação piora um pouco mais. Nessas cidades é possível comprar um apartamento de 19 e 21 metros quadrados, respectivamente. Algo que, acho eu, não existe. Afinal, é quase uma caixa de fósforo!


Air Berlin diz que atender clientes em outros idiomas não é rentável

setembro 16, 2008

Uma prévia explicação antes do post que segue. Na Espanha, algumas regiões são bilingües, ou seja, falam igualmente o espanhol e um outro idioma. Na Catalunha, por exemplo, fala-se catalão, além do espanhol. Na Galícia, o galego, e assim por diante.

Bom, dito isto, a Air Berlin, uma companhia aérea alemã, decidiu dar um basta a um insistente pedido do povo espanhol. Moradores da Catalunha, das Ilhas Baleares e da Galícia insistem que os funcionários da companhia falem catalão, balear e galego, além do espanhol, durante os vôos na Espanha. A empresa se defende dizendo que o espanhol é a língua oficial do país e que a tripulação – toda alemã – já faz um grande esforço para falar em espanhol com os viajantes. Segundo reportagem do jornal El Economista, o diretor da Air Berlin para Espanha e Portugal disse que um estudo recente realizado pela Câmara de Comércio Alemã na Espanha mostra que o atendimento em outras línguas não é rentável. Já que a Air Berlin é uma companhia privada que visa o lucro, não teve dúvida ao declarar: ninguém é obrigado a voar com a Air Berlin. Quem não quer, que não voe! Precisa de mais alguma explicação?


Empresas adotam jornada intensiva no verão

junho 19, 2008

É verão no hemisfério norte e para que as pessoas possam aproveitar melhor os dias quentes e ensolarados algumas empresas espanholas passaram a adotar o que chamam de jornada intensiva. Adeus à siesta. Em vez de pegar no batente às 10h, fazer uma pausa entre 14h e 17h para comer e dormir e trabalhar novamente até as 20h ou 21h, alguns espanhóis vão trabalhar das 7h ou 7h30 até às 15h/15h30. Segundo reportagem do jornal El Economista, 40% das empresas na Espanha adotam a jornada intensiva. Não há dados que mostram se a produtividade se mantém, aumenta ou diminui. Mas que muita gente vai ficar feliz ao sair do trabalho ainda com o sol alto, isso vai.