A saúde mental de 60% dos trabalhadores é afetada pelo trabalho

outubro 26, 2009

trabalho

Foto: 20 Minutos (arquivo)

O dado acima se refere aos trabalhadores espanhóis, mas será que por aqui é diferente? Um estudo desenvolvido pela Universidade de León, da Espanha, e publicado pelo jornal 20 Minutos, mostrou que o trabalho provoca problemas de saúde mental em 60% dos trabalhadores daquele país. Os transtornos mais comuns são estresse, fadiga, dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade e problemas para dormir. Na Europa, 28% das pessoas que trabalham sofrem de estresse. A pesquisa mostra também as doenças que surgiram nos últimos anos em decorrência do trabalho: síndrome de burnout, um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso; gripe dos yuppies (fadiga crônica); e dependência do estresse. As pessoas que mais sofrem com esse tipo de doença são muito ativas, competitivas, agressivas, hostis e persistentes, que querem alcançar o maior número de objetivos no menor tempo possível. Segundo os pesquisadores, alguns aspectos do trabalho nos dias de hoje são as causas dessas enfermidades: situação instável de emprego, contratos precários, sentimentos de insegurança laboral, longas jornadas de trabalho, altas demandas emocionais no trabalho e dificuldades em conciliar vida profissional e pessoal. De acordo com a pesquisa, 30% dos empregados trabalham mais de 10 horas por dia ao menos um dia por mês e 14% ultrapassam 45 horas semanais de trabalho.

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A crise financeira afeta a saúde das pessoas

julho 9, 2009

triste

A atual crise econômica mundial não afeta somente o mercado financeiro e a economia dos países. Afeta também a saúde das pessoas. Segundo um estudo publicado pela revista The Lancet, a crise aumentou o estresse, os transtornos mentais, os medos, o número de suicídios e assassinatos. Para cada 1% de aumento no nível de desemprego aumenta 0,8% o número de suicídios entre menores de 65 anos nos países da União Europeia. O mesmo acontece com os assassinatos. Em contrapartida, os acidentes de trânsito diminuem 1,4%.

Quando o desemprego sobe mais de 3% na União Europeia, os suicídios dos menores de 65 anos sobem 4,5% e as mortes por uso excessivo de álcool sobem 28%

Por conta desse resultado, os autores da pesquisa – David Stuckler, da Universidade de Oxford, e Martin McKee, da Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres – recomendam a aplicação de políticas efetivas de emprego para reduzir essa tendência. Stuckel e McKee afirmam que o alto nível de desemprego é a principal causa de consequências tão ruins.