Prejuízo do Ceagesp com chuva é de R$ 15 milhões

dezembro 9, 2009

A forte chuva que caiu na madrugada de terça-feira também trouxe prejuízos ao Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). O maior centro de distribuição de alimentos da América Latina ficou embaixo d’água ontem e a administração da companhia estima perdas de R$ 15 milhões, valor médio de negócios em um dia de comércio normal. Também foram para o lixo cerca de 80 toneladas de melancia, uma perda de R$ 70 mil. Todo alimento que teve contato com a água foi para o lixo.

(versión en español)

Pérdidas del Ceagesp con la lluvia son de R$ 15 millones
La fuerte lluvia que cayó el martes por la madrugada también ha traído perjuicios al Ceagesp (Compañía de Entrepuestos y Almacenes Generales de Sao Paulo). El centro de distribución de alimentos más grande de Latinoamérica se ha puesto bajo agua ayer y la administración de la compañía estima pérdidas de R$ 15 millones, valor medio de negocios en un día regular de ventas. También se tiró a la basura 80 toneladas de sandía, una pérdida de R$ 70 mil. Cada alimento que tuvo contacto con el agua fue tirado a la basura.

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Chuva afeta as vendas do comércio em São Paulo

dezembro 8, 2009

Chove desde a noite de segunda-feira em São Paulo. Na terça, mais água, com breves intervalos de tempo um pouco mais seco. Consequência de tanta chuva durante a madrugada, caos nas ruas da maior cidade do Brasil e seis mortes. Sem conseguir se locomover, a última coisa que o paulistano pensou nesta caótica terça-feira foi comprar. Não podia ser diferente e o comércio amargou queda nas vendas. Dados da Associação Comercial de São Paulo mostram que houve uma diminuição de 15,7% nas vendas do varejo na cidade entre 11h e 12h, na comparação com o mesmo período do dia anterior. As perdas foram aumentando ao longo da manhã. Entre 8h e 9h, a queda nas vendas era de 6,6%; entre 10h e 11h, de 14,8%.

(versión en español)

Lluvia afecta las ventas del comercio en Sao Paulo
Llueve desde la noche de lunes en Sao Paulo. Martes, más aguacero, con pocos intervalos de tiempo más seco. Consecuencia de tanta lluvia durante la madrugada, el caos en las calles de la ciudad más grande de Brasil y seis personas muertas. Sin alcanzar moverse por la ciudad, la última cosa que el paulistano pensó en este caótico martes fue salir de compras. No podría ser diferente y el comercio tuvo una disminución en las ventas. Datos de la Asociación Comercial de Sao Paulo enseñan una caída de 15,7% en las ventas en las tiendas de la ciudad entre 11h y 12h, en comparación con el mismo período de tiempo del día anterior. Las pérdidas fueron subiendo al largo de la mañana. Entre 8h y 9h, la caída en las ventas era de un 6,6%; entre 10h y 11h, de un 14,8%.


Negligência na montanha pode custar caro

agosto 4, 2009

montanha

Subir uma montanha ignorando os perigos que isso traz pode pesar no bolso dos espanhóis que se arriscam nas serras da Catalunha. A Generalitat de Catalunya (governo local) vai começar a cobrar, a partir de outubro, entre 300 e 70 mil euros daqueles que precisarem de resgate e cometeram uma negligência evidente. Segundo disse o secretário de Interior da Catalunha, Joan Boada, ao jornal 20 Minutos, os bombeiros vão continuar resgatando a todos que se metam em apuros, mas se ficar provado que houve imprudência dos aventureiros, multa neles. O valor será equivalente ao custo do resgate. Antes de sair por aí aplicando a punição, o governo lançou uma campanha com conselhos para quem quiser subir as montanhas. Entre as dicas, informar-se sobre as condições meteorológicas antes de começar o passeio, planejar bem a duração da atividade, consultar guias e mapas do trajeto, ir acompanhado ou deixar alguém avisado sobre o itinerário, usar equipamento adequado e respeitar as sinalizações. Quem não seguir alguma dessas diretrizes e se perder terá que pagar pelo resgate.


Crise diminui desmatamento na Amazônia

janeiro 23, 2009

amazonia

A crise tem seu lado positivo. O desmatamento na Amazônia caiu 82% entre agosto e dezembro do ano passado, consequência da crise econômica mundial, segundo o jornal espanhol 20 Minutos e o G1. Nos meses citados, foram destruídos 635 km² de mata, contra 3.433 no mesmo período de 2007. A ONG Imazon (Instituo do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), responsável pelos dados, diz que as informações podem conter erros, porque nos últimos meses houve grande incidência de nuvens na região, o que prejudica a “visão” do satélite.


US$ 350 por um besouro

julho 1, 2008

O empresário colombiano German Viasus, de 36 anos, encontrou um mercado lucrativo e emprega, atualmente, oito pessoas. Ele cria besouros gigantes em sua terra natal e os exporta para o Japão, onde existe uma “mania de besouro” – “beetlemania”, em inglês, segundo reportagem do Los Angeles Times. O negócio, autorizado tanto pelo governo japonês como pelo colombiano, é lucrativo. Viasus envia cerca de 300 besouros gigantes por mês ao Japão, que são vendidos em pet shops por cerca de US$ 350 cada. Há espaço para crescer. O empresário diz que poderia vender mil insetos por mês se tivesse essa quantidade disponível.


Criatividade ecológica

abril 28, 2008

Reportagem publicada ontem na Folha de S. Paulo mostra que os britânicos estão obcecados por fazer o bem ao meio ambiente. Peso na consciência, provavelmente. A preocupação em emitir menos dióxido de carbono tem exigido criatividade em novos negócios. Na terra da rainha, já existe até funeral ecológico. O caixão é feito de um material que parece palha entrelaçada e guarda um corpo que não foi embalsamado, mas apenas enrolado numa manta de algodão grosso. Tudo isso parece ser mais biodegradável. A reportagem cita ainda um restaurante localizado em Londres que só serve alimentos produzidos a poucas horas de distância do centro da capital inglesa. Dessa forma, menos combustível é queimado e menos dióxido de carbono é lançado na atmosfera. Outra medida, ainda na Inglaterra, vem da rede de supermercados Tesco, uma das maiores (se não a maior) varejistas do Reino Unido. A partir do mês que vem, todos os produtos vendidos nas lojas da rede terão, em suas embalagens, o número de pegadas de carbono que contêm desde a sua produção. Aquele item que menos pegadas tem é ecologicamente mais correto. Como disse o texto da Folha, uma verdadeira revolução em consumo ecológico.


Preço injusto

abril 4, 2008

Já fiz um post outro dia sobre a água, mas aqui repito o tema. Uma matéria publicada ontem no Financial Times mostra como as pessoas pagam preços tão diferentes pelo líquido em função da classe social na qual estão inseridas. Numa cidade da Tanzânia, chamada Dar es Salaam, os favelados, que não dispõem de saneamento básico, compram água em lata e pagam o equivalente a US$ 8 por 1.000 litros. Na mesma cidade, só que nos bairros mais ricos, onde há água nas torneiras, paga-se 34 centavos de dólar pela mesma quantidade do líquido. Ainda para efeito de comparação, no Reino Unido 1.000 litros de água custam US$ 1,62 e nos Estados Unidos, 68 centavos de dólar.

Alguma coisa está errada, porque os mais pobres pagam mais que os ricos por um item vital a todos nós. Isso acontece por uma simples lei de mercado: onde a água é mais escassa, paga-se mais por ela. Mas nem tudo na vida deve seguir regras básicas de economia. Está provado que o custo social (e também financeiro) da falta de saneamento é muito elevado. Morrem por dia no mundo 5.000 crianças por doenças ligadas a água. Para resolver a situação, uma conta simples. Se governantes e demais detentores do poder não querem pensar no bem-estar das pessoas, que pensem, pelo menos, na grana. Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que se o número de pessoas sem água potável fosse reduzido pela metade, ao custo de US$ 10 bilhões, o mundo se beneficiaria com US$ 38 bilhões de crescimento econômico anual. Por que não resolver a situação?