Apple não conserta computadores de fumantes

novembro 23, 2009

A proprietária de um Mac – o computador da Apple – viu sua máquina apresentar defeito. Para consertá-la, levou-a a uma loja autorizada da Apple nos Estados Unidos. Aí veio a surpresa. “Não arrumamos computadores de fumantes.” Hein? Pois é isso o que a consumidora afirma que lhe foi dito. A explicação? A nicotina presente nos computadores pode afetar a saúde dos técnicos que nela trabalharem. A reclamação dessa mulher não é solitária, segundo matéria do jornal espanhol 20 Minutos. A associação de consumidores The Consumerist, dos Estados Unidos, alerta que o serviço técnico da Apple não efetua reparos nos computadores dos fumantes, para não prejudicar a saúde de seus funcionários. O cerco aos fumantes está mesmo se fechando.

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A saúde mental de 60% dos trabalhadores é afetada pelo trabalho

outubro 26, 2009

trabalho

Foto: 20 Minutos (arquivo)

O dado acima se refere aos trabalhadores espanhóis, mas será que por aqui é diferente? Um estudo desenvolvido pela Universidade de León, da Espanha, e publicado pelo jornal 20 Minutos, mostrou que o trabalho provoca problemas de saúde mental em 60% dos trabalhadores daquele país. Os transtornos mais comuns são estresse, fadiga, dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade e problemas para dormir. Na Europa, 28% das pessoas que trabalham sofrem de estresse. A pesquisa mostra também as doenças que surgiram nos últimos anos em decorrência do trabalho: síndrome de burnout, um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso; gripe dos yuppies (fadiga crônica); e dependência do estresse. As pessoas que mais sofrem com esse tipo de doença são muito ativas, competitivas, agressivas, hostis e persistentes, que querem alcançar o maior número de objetivos no menor tempo possível. Segundo os pesquisadores, alguns aspectos do trabalho nos dias de hoje são as causas dessas enfermidades: situação instável de emprego, contratos precários, sentimentos de insegurança laboral, longas jornadas de trabalho, altas demandas emocionais no trabalho e dificuldades em conciliar vida profissional e pessoal. De acordo com a pesquisa, 30% dos empregados trabalham mais de 10 horas por dia ao menos um dia por mês e 14% ultrapassam 45 horas semanais de trabalho.


Dá-lhe imposto no chocolate

março 12, 2009

chocolateUm médico escocês propôs aumentar a carga de impostos sobre a venda de chocolate, assim como já se faz com bebidas alcoólicas e cigarro. O objetivo do doutor é combater o aumento da obesidade e os casos de diabete no Reino Unido. Se a proposta for aceita, os britânicos terão que pagar mais caro pelo doce nosso de cada dia. Em reportagem do jornal 20 Minutos, o médico David Walker disse que o chocolate se tornou vício para muita gente.


Crise aumenta consultas médicas por insônia

fevereiro 3, 2009

insonia_1Ah, a crise econômica. Onde mais ela vai impactar? Os efeitos colaterais do caos global já afetam o sono das pessoas, segundo notícia do jornal 20 Minutos. Dados da Unidade do Sono do Hospital Ruber Internacional, localizado em Madri, na Espanha, mostram que as consultas médicas tendo como principal causa a insônia aumentaram em 10% nos últimos meses. Os pacientes reclamam de ansiedade e depressão e dizem que isso os faz ficar acordados durante a noite. Entre os mais afetados estão os desempregados, pessoas com receio de perder o emprego e empresários que precisam tomar decisões difíceis em relação a seus funcionários.


A bilionária indústria dos remédios

julho 28, 2008


Li uma reportagem na revista Exame desta quinzena e fiquei chocada. O texto fala do bilionário mercado dos remédios nos Estados Unidos. Em 2005, segundo a matéria, os americanos gastaram US$ 250 bilhões em medicamentos vendidos sob prescrição médica, mais do que o consumo de fast food e gasolina no país. É um gasto maior do que o de Japão, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México, Brasil e Argentina juntos. A indústria farmacêutica americana foi o setor mais lucrativo na economia do país entre 1995 e 2002. Para cada dólar vendido nas farmácias, 16 centavos eram de lucro. Só para dar mais alguns números bizarros desse mercado, o americano tomou, em 2006, 12 remédios prescritos por médicos, mais do que os oito receitados em 1994. Tudo isso por conta do marketing das indústrias farmacêuticas, que investem fortunas para fazer propaganda de remédios e “criam” novas doenças para poder vender mais medicamentos.

A reportagem foi escrita para falar do recém-lançado livro Our Daily Meds – How the Pharmaceutical Companies Transformed Themselves into Slick Marketing Machines and Hooked the Nation on Prescription Drugs (algo como Os remédios nossos de cada dia: como as empresas farmacêuticas se transformaram em máquinas de marketing escorregadias e viciaram a nação em drogas prescritas), da jornalista Melody Petersen.


Turismo de saúde cresce no Brasil

julho 8, 2008

Há poucos dados oficiais que comprovam o fenômeno, mas o chamado turismo de saúde está crescendo no Brasil. Os estrangeiros que vêm ao país em busca de tratamentos médicos e odontológicos são os que permanecem por mais tempo no Brasil – em média 22 dias – e também são os que gastam mais – US$ 120 por dia, segundo dados de 2003 do Ministério do Turismo. Em 2005, os turistas desse perfil representaram 0,9% dos estrangeiros que desembarcaram por aqui, cerca de 48,6 mil pessoas. Para se ter idéia de como a coisa é séria, existe até um guia de turismo médico, bem-estar e qualidade de vida com informações sobre os principais hospitais, clínicas e laboratórios da capital paulista, lançado em 2007 pela São Paulo Turismo, órgão oficial de turismo e eventos da cidade. De acordo com reportagem do UOL, o turismo de saúde não cresce apenas no Brasil e sim em todo o mundo.


Empresas adotam jornada intensiva no verão

junho 19, 2008

É verão no hemisfério norte e para que as pessoas possam aproveitar melhor os dias quentes e ensolarados algumas empresas espanholas passaram a adotar o que chamam de jornada intensiva. Adeus à siesta. Em vez de pegar no batente às 10h, fazer uma pausa entre 14h e 17h para comer e dormir e trabalhar novamente até as 20h ou 21h, alguns espanhóis vão trabalhar das 7h ou 7h30 até às 15h/15h30. Segundo reportagem do jornal El Economista, 40% das empresas na Espanha adotam a jornada intensiva. Não há dados que mostram se a produtividade se mantém, aumenta ou diminui. Mas que muita gente vai ficar feliz ao sair do trabalho ainda com o sol alto, isso vai.