Agosto 4, 2009

Subir uma montanha ignorando os perigos que isso traz pode pesar no bolso dos espanhóis que se arriscam nas serras da Catalunha. A Generalitat de Catalunya (governo local) vai começar a cobrar, a partir de outubro, entre 300 e 70 mil euros daqueles que precisarem de resgate e cometeram uma negligência evidente. Segundo disse o secretário de Interior da Catalunha, Joan Boada, ao jornal 20 Minutos, os bombeiros vão continuar resgatando a todos que se metam em apuros, mas se ficar provado que houve imprudência dos aventureiros, multa neles. O valor será equivalente ao custo do resgate. Antes de sair por aí aplicando a punição, o governo lançou uma campanha com conselhos para quem quiser subir as montanhas. Entre as dicas, informar-se sobre as condições meteorológicas antes de começar o passeio, planejar bem a duração da atividade, consultar guias e mapas do trajeto, ir acompanhado ou deixar alguém avisado sobre o itinerário, usar equipamento adequado e respeitar as sinalizações. Quem não seguir alguma dessas diretrizes e se perder terá que pagar pelo resgate.
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Curiosidades, Meio Ambiente | Etiquetado: alpinismo, escalar, espanha, trilha |
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Escrito por Adriana Fonseca
Janeiro 23, 2009

A crise tem seu lado positivo. O desmatamento na Amazônia caiu 82% entre agosto e dezembro do ano passado, consequência da crise econômica mundial, segundo o jornal espanhol 20 Minutos e o G1. Nos meses citados, foram destruídos 635 km² de mata, contra 3.433 no mesmo período de 2007. A ONG Imazon (Instituo do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), responsável pelos dados, diz que as informações podem conter erros, porque nos últimos meses houve grande incidência de nuvens na região, o que prejudica a “visão” do satélite.
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Crise, Meio Ambiente | Etiquetado: amazonia, Crise, crise financeira, desmatamento, floresta |
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Escrito por Adriana Fonseca
Julho 1, 2008

O empresário colombiano German Viasus, de 36 anos, encontrou um mercado lucrativo e emprega, atualmente, oito pessoas. Ele cria besouros gigantes em sua terra natal e os exporta para o Japão, onde existe uma “mania de besouro” – “beetlemania”, em inglês, segundo reportagem do Los Angeles Times. O negócio, autorizado tanto pelo governo japonês como pelo colombiano, é lucrativo. Viasus envia cerca de 300 besouros gigantes por mês ao Japão, que são vendidos em pet shops por cerca de US$ 350 cada. Há espaço para crescer. O empresário diz que poderia vender mil insetos por mês se tivesse essa quantidade disponível.
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Curiosidades, Empresas, Meio Ambiente, Mundo rural, Novos negócios | Etiquetado: Besouro, Colômbia, Japão, Meio Ambiente, Negócios inovadores, Pet shop, Rural |
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Escrito por Adriana Fonseca
Abril 28, 2008

Reportagem publicada ontem na Folha de S. Paulo mostra que os britânicos estão obcecados por fazer o bem ao meio ambiente. Peso na consciência, provavelmente. A preocupação em emitir menos dióxido de carbono tem exigido criatividade em novos negócios. Na terra da rainha, já existe até funeral ecológico. O caixão é feito de um material que parece palha entrelaçada e guarda um corpo que não foi embalsamado, mas apenas enrolado numa manta de algodão grosso. Tudo isso parece ser mais biodegradável. A reportagem cita ainda um restaurante localizado em Londres que só serve alimentos produzidos a poucas horas de distância do centro da capital inglesa. Dessa forma, menos combustível é queimado e menos dióxido de carbono é lançado na atmosfera. Outra medida, ainda na Inglaterra, vem da rede de supermercados Tesco, uma das maiores (se não a maior) varejistas do Reino Unido. A partir do mês que vem, todos os produtos vendidos nas lojas da rede terão, em suas embalagens, o número de pegadas de carbono que contêm desde a sua produção. Aquele item que menos pegadas tem é ecologicamente mais correto. Como disse o texto da Folha, uma verdadeira revolução em consumo ecológico.
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Empresas, Meio Ambiente, Novos negócios | Etiquetado: caixão ecológico, consumo ecológico, ecologicamente correto, funeral ecológico, inglaterra, Meio Ambiente, Negócios inovadores, pegadas de carbono |
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Escrito por Adriana Fonseca
Abril 4, 2008

Já fiz um post outro dia sobre a água, mas aqui repito o tema. Uma matéria publicada ontem no Financial Times mostra como as pessoas pagam preços tão diferentes pelo líquido em função da classe social na qual estão inseridas. Numa cidade da Tanzânia, chamada Dar es Salaam, os favelados, que não dispõem de saneamento básico, compram água em lata e pagam o equivalente a US$ 8 por 1.000 litros. Na mesma cidade, só que nos bairros mais ricos, onde há água nas torneiras, paga-se 34 centavos de dólar pela mesma quantidade do líquido. Ainda para efeito de comparação, no Reino Unido 1.000 litros de água custam US$ 1,62 e nos Estados Unidos, 68 centavos de dólar.
Alguma coisa está errada, porque os mais pobres pagam mais que os ricos por um item vital a todos nós. Isso acontece por uma simples lei de mercado: onde a água é mais escassa, paga-se mais por ela. Mas nem tudo na vida deve seguir regras básicas de economia. Está provado que o custo social (e também financeiro) da falta de saneamento é muito elevado. Morrem por dia no mundo 5.000 crianças por doenças ligadas a água. Para resolver a situação, uma conta simples. Se governantes e demais detentores do poder não querem pensar no bem-estar das pessoas, que pensem, pelo menos, na grana. Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que se o número de pessoas sem água potável fosse reduzido pela metade, ao custo de US$ 10 bilhões, o mundo se beneficiaria com US$ 38 bilhões de crescimento econômico anual. Por que não resolver a situação?
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Meio Ambiente, Saúde | Etiquetado: água, injustiça, preço, saneamento básico, tanzânia |
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Escrito por Adriana Fonseca
Março 24, 2008

Quem mora em São Paulo (meu caso) sabe que a cidade está à beira de um colapso. O trânsito anda a passos lentos e em pouco tempo vai parar (li em algum lugar que isso vai acontecer no ano da Copa no Brasil: 2014). A lentidão de carros já afeta a vida de milhares de pessoas, que perdem horas preciosas entre um semáforo e outro, e também a economia. Segundo cálculos da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, o custo dos congestionamentos na Grande São Paulo é de pelo menos R$ 4,1 bilhões por ano. Bilhões!!!! Todo mundo sabe que a solução para o trânsito paulistano e para melhorar o poluído ar que respiramos é investir em transporte público. Com metrô em toda parte e ônibus freqüentes e de qualidade certamente muitas pessoas deixariam o carro em casa para ir trabalhar. Mas, enquanto o transporte público eficiente não sai do papel, entra em vigor hoje na cidade de São Paulo uma série de medidas anticongestionamento, entre elas a proibição de estacionamento e de carga e descarga de caminhões em 17 ruas e avenidas, a criação (entenda-se divulgação) de 175 rotas alternativas e a remoção de 167 lombadas. Você acha que vai funcionar? Eu truco! E quando a maior cidade do país – responsável por 12,26% do PIB Nacional – parar, o que vai acontecer com quem mora e trabalha aqui e com a economia do país?
Para ler mais sobre o tema: Dá para escapar deste caos?
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Meio Ambiente | Etiquetado: carros, congestionamento, são paulo, trânsito |
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Escrito por Adriana Fonseca
Março 20, 2008

O Castelo de Wapnö, na Suécia, diminuiu suas contas de energia em R$ 400.000 por ano depois que passou a usar leite de vaca para aquecer a antiga edificação do século 18. Os 30.000 litros de leite retirados diariamente das 1.100 vacas do castelo saem de seu ambiente natural a 37 graus. Logo em seguida passam por um resfriamento e chegam a baixos três graus, para que durem mais tempo. A idéia do gerente do castelo consiste em aproveitar o calor que sai do processo de resfriamento e usá-lo no sistema de aquecimento. A engenhoca é formada por um equipamento de resfriamento de leite que produz calor e um trocador de calor. Através desse último, o ar quente produzido no processo é transformado em água quente. A água, por sua vez, é bombeada para as tubulações do sistema de aquecimento e abastecimento de água quente do castelo. Ufa. Parece trabalhoso, mas funciona e ainda gera economia. Antes, eram necessários 17 metros cúbicos de combustível para aquecer o castelo. Agora, o antigo boiler foi desativado. Já existem planos para a construção de um hotel próximo ao castelo que usaria o novo sistema, pioneiro na Suécia. Para a o empreendimento hoteleiro a engenhoca significaria uma economia de aproximadamente R$ 790.000 por ano. O meio ambiente também agradece.
A notícia completa pode ser lida no site da BBC Brasil.
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Curiosidades, Meio Ambiente, Mundo rural | Etiquetado: aquecimento, água quente, castelo, leite, Rural, suécia, vaca |
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Escrito por Adriana Fonseca